segunda-feira, 11 de maio de 2009

Jereissati, Serra, Ricardo, FHC, Dantas e as patranhas dos tucanos de SP. Segundo Soninha Francine ele (Serra) é de esquerda (?)


. O Conversa Afiada recebeu de amigo navegante essa mini-antologia das patranhas da privatização do Governo iluminado de Fernando Henrique Cardoso e a forma transparente com que Zé Pedágio financia suas campanhas. . Está todo mundo lá: Carlos Jereissati, que depois se meteu na patranha da BrOi; José Serra, o santinho do pau oco; FHC, o Farol de Alexandria, que “não rouba (?) mas deixa roubar”, segundo Ciro Gomes; Ricardo Sergio de Oliveira (que foi “tesoureiro” de campanhas de FHC e Serra); Paulo Renato de Souza, que confirmou a propina; Daniel Dantas (para variar) … . Tudo farinha do mesmo saco. . Seria bom o amigo navegante começar a semana com essa leitura edificante. . Os tucanos de São Paulo não resistem à blogosfera. . Eles controlam o PiG. . Mas, não controlam os “nossos blogueiros”, como diz o Supremo Presidente do Supremo ….�

06/05/2002 - 08h32

Carlos Jereissati diz que doou R$ 700 mil a José Serra�
FERNANDO RODRIGUES da Folha de S.Paulo O empresário Carlos Jereissati, 55, presidente da La Fonte Participações, disse ontem à Folha que sua contribuição para a campanha ao Senado de José Serra, em 94, foi de “cerca de R$ 700 mil”. Desse total, R$ 95 mil foram doados, por intermédio do economista Ricardo Sérgio de Oliveira, em dinheiro e estão declarados à Justiça Eleitoral. Outros cerca de R$ 600 mil foram pagos diretamente pelo empresário pelo aluguel de um avião King Air, usado por Serra em sua campanha. Embora Jereissati diga não ter cometido ele próprio uma ilegalidade, Serra deveria ter necessariamente declarado a doação recebida na forma do aluguel do avião -segundo especialistas ouvidos pela Folha. Jereissati diz não saber se tem os recibos que comprovam o pagamento do serviço. “Dificilmente terei documentos tão antigos, de 94. Mas não acho que seja necessário. Era uma despesa pessoal minha”, declarou. Trata-se de um detalhe importante: só os R$ 95 mil declarados à Justiça teriam saído do cofre do grupo La Fonte e passado pela mão de Ricardo Sérgio. Os outros cerca de R$ 600 mil teriam sido doados pelo empresário como pessoa física. Ao dizer que não entregou a Ricardo Sérgio dinheiro em espécie, Jereissati protege o economista que foi caixa de campanha de Serra. Mas esse tipo de proteção não se estende ao tucano. Carlos Jereissati é irmão do ex-governador do Ceará Tasso Jereissati (PSDB), adversário de Serra dentro do tucanato. O grupo La Fonte é dono de vários shoppings centers (entre eles o shopping Iguatemi, de São Paulo) e de 11,25% na Telemar (empresa que explora a telefonia fixa em 16 Estados). A revista “Veja” do fim de semana publicou que Jereissati teria doado o equivalente a R$ 2 milhões a Serra em 94. “Foram quatro ou cinco prestações, não me lembro exatamente”, declarou o empresário. Seria a confissão de que houve caixa dois na campanha do tucano, hoje candidato oficial do Palácio do Planalto à Presidência da República. À Folha, Jereissati não negou a informação dada à “Veja”, mas disse ter havido um “mal-entendido”. O valor doado teria sido de “cerca de R$ 700 mil”. Como um real valia aproximadamente um dólar em 94, “a revista pode ter feito uma atualização aproximada do que foi doado”. Ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, Serra informou gasto total de R$ 1,894 milhão na campanha. Registrados em nome de empresas do grupo La Fonte haviam três doações: R$ 15 mil (11/ 07/94), R$ 30 mil (9/8/ 94) e R$ 50 mil (27/9/94). Não há registro de doações em nome de Carlos Jereissati. Entre os gastos informados e que poderiam conter os realizados com aluguel de avião estão despesas de viagem (R$ 138 mil), locação de bens móveis (R$ 23 mil) e despesas com veículos (R$ 17 mil). Somados, esses valores ficam abaixo dos R$ 600 mil informados por Jereissati. Ele respondeu ao pedido da Folha por uma entrevista ontem de manhã. Telefonou para o celular do repórter. Como o empresário inicialmente queria falar apenas de forma reservada (em “off”, como se diz no jargão jornalístico), pois temia ser mal interpretado, a Folha fez uma proposta: transcreveria apenas as frases referentes ao episódio da campanha de 94 e leria as declarações para ele. Um novo telefonema foi então realizado na parte da tarde, e ele aprovou o teor de suas declarações, publicadas abaixo:
Folha - O sr. deu R$ 2 milhões para a campanha de José Serra a senador em 1994? Carlos

Jereissati - Não. Houve um mal-entendido a respeito da minha declaração à “Veja”. Eu posso ter dito que doei US$ 700 mil porque, à época, um dólar valia um real. Mas o valor correto são cerca de R$ 700 mil.
A revista pode ter feito uma atualização aproximada do que foi doado, o que não está errado, mas fica um pouco impreciso. No fundo, houve apenas, realmente, um mal entendido.

Folha - Ainda assim, mesmo que tenham sido apenas R$ 700 mil, o valor declarado pelo candidato José Serra em 94 foi de apenas R$ 95 mil no que se refere a doações do grupo La Fonte. Há uma discrepância. Como o sr. explica isso?

Jereissati - De novo, um mal entendido. De fato nós doamos pelo grupo La Fonte um valor de aproximadamente R$ 100 mil, em dinheiro, para a campanha de José Serra. Essa doação foi tratada com Ricardo Sérgio. Essa parte é que foi dada em umas quatro ou cinco prestações, como afirmei à “Veja”. O restante, cerca de R$ 600 mil, foi na forma de pagamento de um serviço. No caso, aluguei um avião que foi usado por Serra na campanha, durante uns cinco meses, em algumas ocasiões. Folha - Quem alugou o avião? O sr. ou o grupo La Fonte?

Jereissati - Eu próprio, com recursos pessoais.
Folha - O sr. se recorda de como foi feito o aluguel?

Jereissati - Claro. Foi por intermédio do Rolim [Amaro”, da TAM, que me indicou um avião e um piloto que poderiam fazer o serviço. O serviço não foi pago à TAM, mas foi o Rolim quem me indicou o avião. Recordo-me que foi um King Air.

Folha - O sr. tem como provar, por meio de recibos de pagamento, que foi realmente feito esse aluguel?

Jereissati - Dificilmente terei documentos tão antigos, de 94. Mas não acho que seja necessário. Era uma despesa pessoal minha. Folha - O sr. se lembra do nome da empresa dona do avião ou do piloto contratado?

Jereissati - Não.

Folha - Quem intermediou o negócio do aluguel do avião foi Ricardo Sérgio?


Jereissati - Não. Ele apenas tratou da doação em dinheiro, que foi declarada pela campanha.

Folha - Ocorre que foi cometida aí uma irregularidade. Ao que se sabe, José Serra não declarou à Justiça Eleitoral que esse avião havia sido pago com o dinheiro de Carlos Jereissati…


Jereissati - Quanto ao candidato, eu não sei. Eu não tenho de declarar os meus gastos. Aluguei um avião e paguei. Nos últimos dez anos, tem sido muito comum as ajudas financeiras a campanhas políticas serem na forma de pagamento de serviços. Quase ninguém dá dinheiro em espécie. Além disso, não me consta existir na legislação eleitoral anterior a 96 alguma norma restritiva ao uso de recursos de terceiros no pagamento de serviços de uma campanha -tendo em vista o lastro legal na renda da pessoa física que fez o pagamento.

Folha - Sim, mas há controvérsia a respeito. Há quem entenda que o candidato devesse ter declarado. Nesse caso o sr. pode ter participado, ainda que indiretamente, de uma operação irregular…

Jereissati - Eu não fiz nada de ilegal. Apenas aluguei um avião para uma pessoa usar. Se essa pessoa precisava declarar -o que eu não sei, acho que não precisava-, é um assunto sobre o qual não tenho influência.


Folha - O sr. contribuiu em 94 para a campanha ao Senado de José Serra. Dois anos depois, em 96, ele se candidatou à Prefeitura de São Paulo. O sr. também contribuiu na campanha de 96?
Jereissati - Prefiro não falar sobre esse assunto.

A privatização veja como ocorreu Os bastidores saiba os principais detalhes Pivô do caso ex-diretor do BB, Ricardo Sérgio Outras notícias: • José Serra não confirma valor da doação • José Serra diz ver complô contra sua candidatura em caso Vale E essa outra preciosidade:

06/05/2002 - 11h29
Acusação sobre a Vale do Rio Doce derruba Bolsa e eleva o dólar � ELAINE COTTA da Folha Online O mercado financeiro –que já não vivia os seus melhores momentos depois das revisões de recomendações feitas pelos bancos para a compra de títulos brasileiros na última semana– começou esta segunda-feira em queda livre. A acusação de uma suposta tentativa de cobrança de propina na privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em maio de 1997, divulgada este final de semana pela ‘Veja” trouxeram mais tensão aos investidores. Às 11h15, o dólar comercial era negociado com alta de 1,16%, cotado a R$ 2,436 na venda e a R$ 2,434 na compra. Na abertura, a moeda chegou a atingir a máxima de R$ 2,441 (alta de 1,37% em relação ao fechamento da sexta-feira). Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa registra baixa de 1,94%, somando 12,363 pontos e com giro financeiro de R$ 57,233 milhões. Segundo operadores, a falta de liquidez pressiona ainda mais os negócios, que já vinham em tendência de queda desde a última semana. Na reportagem da “Veja”, o ex-diretor do Banco do Brasil e empresário Ricardo Sérgio de Oliveira, também responsável no passado pela arrecadação de fundos de campanha do atual presidenciável tucano José Serra, teria cobrado R$ 15 milhões –ou US$ 15 milhões, conforme a versão– para organizar o consórcio vencedor da privatização da Vale. A denúncia envolve ainda o nome de Benjamin Steinbruch, líder do consórcio comprador da Vale. José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, acha que está sendo vítima de um complô articulado por setores políticos e empresários interessados em trocar o candidato tucano nas eleições de outubro. “O mercado está atento aos desdobramentos possíveis e de que forma a oposição ao governo Fernando Henrique vai se valer disso para ganhar espaço”, afirma o analista sênior da Corretora Novação, Mauro Giorgi. Ele destaca, no entanto, que ainda é cedo para se cogitar o fim da candidatura de José Serra, do PSDB. As denúncias chegam na semana seguinte à queda de braço travada entre alguns bancos e corretoras sobre as repercussões do crescimento do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, nas pesquisas de intenção de voto. Instituições como Merrill Lynch, Morgan Stanley, ABN Amro e Santander reduziram na última semana suas recomendações para compra de títulos dívida brasileira afirmando temer o crescimento de Lula nas pesquisas. Os rebaixamentos fizeram despencar o preços dos C-Bonds no exterior, trouxeram pressão ao risco-país, que voltou a ficar acima dos 800 pontos básicos, e fez a Bovespa despencar 4,17% na última quinta-feira. Na sexta-feira, outros cinco bancos equilibraram a balança: JP Morgan, Lloyds TSB, ING Barings, Barclays e Dresdner Bank mantiveram a recomendação para os títulos do Brasil, seguindo tendência apontada pelo jornal britânico “Financial Times”, publicada em editorial na última quarta-feira, que indicava precipitação das instituições que consideravam o risco na eventual vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial. Hoje, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da Fipe, apontou inflação de 0,06% no fechamento de abril. Privatização da Vale veja como ocorreu Os bastidores saiba os principais detalhes Pivô do caso ex-diretor do BB, Ricardo Sérgio Outras notícias: •
FHC diz que acusações de propina são de “período eleitoral”
• FHC afirma que não está esperando demissão de Paulo Renato • Reação do eleitor sobre caso Vale só será medida na próxima semana • Mercado vê desgaste de Serra e teme novas acusações, diz Fator •
Denúncia de propina não deve afetar ações da Vale, dizem analistas
• Carlos Jereissati diz que doou R$ 700 mil a José Serra E outro mimo: FHC indignado – não vou demitir o Ministro que confirmou a patranha ! � 06/05/2002 - 11h06 FHC afirma que não está esperando demissão de Paulo Renato � da Folha Online O presidente Fernando Henrique Cardoso negou, por meio da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, que esteja esperando um pedido de demissão por parte do ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Segundo FHC, as informações de que esteja esperando o pedido são “especulações descabidas”. FHC estaria esperando a iniciativa do ministro de pedir para sair do governo, após reportagem da revista “Veja” na qual Paulo Renato confirma a existência de um suposto pedido de propina no processo de privatização da Vale do Rio Doce, em 1997. A suposta propina, de R$ 15 milhões, teria sido pedida pelo ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio ao empresário Benjamin Steinbruch para formar o consórcio que liderou a compra a Vale. De acordo com a assessoria do Planalto, o presidente “desmente categoricamente” que tenha confidenciado “a quem quer que seja” que cogitou demitir o ministro. FHC afirmou que “ninguém tem autorização nem delegação” para falar em seu nome. E essa de estadista neo-liberal ? Não se meta nisso, Luiz Carlos ! 05/05/2002 - 10h11 Entenda o caso da privatização da Vale do Rio Doce da Folha Online Veja, a seguir, os principais fatos que envolvem a suposta cobrança de propina durante a privatização da Companhia Vale do Rio Doce: Acusação O economista Ricardo Sérgio é acusado de cobrar comissão para ajudar a montar o consórcio que comprou a Companhia Vale do Rio Doce, em 1997. A acusação é feita por Benjamin Steinbruch, que liderou a compra da Vale e se tornou presidente de seu conselho de administração. Queixa Após ter arrematado a Vale, Steinbruch, segundo reportagem da revista “Veja”, teria se queixado em 1998 ao então ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros (Comunicações) e ao ministro Paulo Renato de Souza (Educação) sobre o comportamento de Ricardo Sérgio. Valor Segundo Mendonça de Barros, Steinbruch relatou que o valor pedido por Ricardo Sérgio era de 15 milhões de dólares ou reais. De acordo com o ministro Paulo Renato, seriam R$ 15 milhões. O presidente Mendonça de Barros diz ter informado o presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o caso. FHC teria dito não saber nada sobre o assunto e teria recomendado ao ministro a não se envolver no assunto. 05/05/2002 - 10h23 Saiba os bastidores da privatização da Vale do Rio Doce Veja como aconteceu a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997: Privatização A CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) foi privatizada em 6 de maio de 1997. O consórcio Brasil, liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional, de Benjamin Steinbruch, adquiriu o controle acionário da Vale por R$ 3.338.178.240. A surpresa O resultado do leilão causou surpresa. O consórcio favorito era o Valecom, liderado pelo Grupo Votorantim, de Antônio Ermírio de Moraes, que contava com a participação da Anglo American, do Centrus (fundo de pensão do BC), do Sistel (fundo de pensão da Telebrás), da Caemi-Mitsui e da Japão-Brasil Participação (formado por 12 corporações). Intervenção Para fazer frente ao Valecom, o governo FHC interveio no processo, impedindo que os demais fundos de pensão de estatais aderissem ao consórcio de Antônio Ermírio e optassem pelo consórcio de Steinbruch, que ficou assim: CSN, Previ (fundo de pensão do BB), Petros (fundo de pensão da Petrobrás), Funcef (fundo de pensão da CEF), Funcesp (fundo de pensão dos empregados da Cesp), Opportunity e Nations Bank (fundo). Opportunity O Banco Opportunity, o mesmo que Ricardo Sérgio favoreceu em 1998 no leilão do Sistema Telebrás, criou o Sweet River Fund (Fundo Rio Doce) para atrair cotistas no exterior. Ermírio chegou a se reunir com FHC para reclamar da concentração de fundos no Consórcio Brasil e pediu uma participação mais equilibrada. Apesar disso, o Consórcio Brasil acabou ficando com a maioria dos fundos. E para concluir: quem é o “operador” dos tucanos e de Daniel Dantas 05/05/2002 - 13h15 Saiba mais sobre Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil da Folha Online e da Folha de S.Paulo O ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira teria cobrado do empresário Benjamin Steinbruch, que liderou a compra da Companhia Vale do Rio Doce, R$ 15 milhões para organizar o consórcio vencedor da privatização, segundo reportagem da “Veja”. O ex-diretor nega as acusações. Veja, a seguir, as principais ligações de Ricardo Sérgio com o caso Vale e com políticos: Pré-história Ricardo Sérgio de Oliveira, formado em economia pela PUC-SP e pós-graduado pela Fundação Getúlio Vargas, tornou-se em 1989 sócio da corretora de ações RMC S/A Sociedade Corretora. Em 1994, Ricardo Sérgio trabalhou informalmente como arrecadador de fundos para a campanha de José Serra (PSDB-SP) ao Senado, embora não aparecesse como tesoureiro. Início no BB Em 1995, foi indicado pelo ministro Clóvis Carvalho (Casa Civil), com endosso de Serra, para ocupar a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil. As privatizações Ricardo Sérgio desempenhou um papel decisivo no processo de privatização das estatais no governo FHC, influindo na atuação da Previ, fundo de pensão dos funcionários do BB. A Previ fez parte do Consórcio Brasil, que arrematou a Vale do Rio Doce em 1997, e do Consórcio Telemar, que adquiriu a Tele Norte Leste em 1998. Crise Em 8 de novembro de 1998, foram divulgadas gravações clandestinas de telefonemas na sede do BNDES entre autoridades do governo sobre o leilão da Telebrás, em 29 de julho de 1998. As fitas indicam o interesse do ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e do presidente do BNDES, André Lara Resende, para que o Opportunity vencesse um dos leilões. Nas conversas, o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso permitiu que seu nome fosse usado para pressionar a Previ a entrar no consórcio liderado pelo Banco Opportunity. Em uma conversa com Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio revela que deu uma carta de fiança para o Opportunity, assegurando sua participação no leilão da Tele Norte Leste. Saída do BB O escândalo da privatização das teles leva Ricardo Sérgio a deixar o cargo de diretor do BB em novembro de 1998.

domingo, 10 de maio de 2009

Brasil: ENEGIA MULTIPLA


“Temos a matriz mais equilibrada entre as grandes nações e muitas vias para expandir a nossa geração, com energia hidrelétrica, petróleo e biomassa.” (Introdução da matéria na revista Atualidades 2009, editora Abril, Página 49).

Será mesmo?

O Brasil é um dos países com maiores recursos naturais do planeta, se não for o maior, portanto, temos todas as fontes necessárias para a produção de energia e outros. Por exemplo: temos água em massa, temos gigantescas jazidas de petróleo, minas de minério em larga escala, temos extensa área para o cultivo de cana e outras matérias primas para a produção de energia renovável, somos o país em potencial que até o final deste século terá a maior produção e comercialização de energia do planeta.

A partir da década de 1930 o governo federal passou a olhar o setor energético como estratégico, pois Vargas (Presidente da República) tinha a pretensão de modernizar o país ao patamar das grandes potências mundiais. Desde então o governo federal passou a construir usinas, hidrelétricas, Companhias (Vale do Rio Doce), a Eletrobrás e a Petrobras.

Com o aumento da população brasileira a energia era prioridade do governo, porque ele tinha total controle setor, e em 1973 são lançados os Programas Pró-Ácool e Pró-Carvão, ou seja, o governo militar brasileiro em meio à forte crescimento econômico não acompanhado por distribuição de renda se viu em meio ao fogo cruzado do Oriente Médio e Ocidente, pois o maior exportador de combustíveis fósseis para o país era então o Oriente Médio e o receio que este produto sofresse qualquer tipo de variação em seu valor fez com que lançasse um programa capaz de substituir o consumo destes recursos. De 1983 a 1989 houve o apogeu na produção de veículos a álcool, a venda dos carros a álcool superou 100% a dos à gasolina.

De 1990 até 2003 a produção de carro a álcool no Brasil declinou devido a uma forte pressão internacional para a adesão de um novo sistema econômico mundial, pois o socialismo russo tinha entrado em colapso, esse sistema econômico era baseado no Consenso de Washington e é conhecidamente pelo nome de neoliberal, pois tinha por princípios:

  • Disciplina fiscal
  • Redução dos gastos públicos
  • Reforma tributária
  • Juros de mercado
  • Câmbio de mercado
  • Abertura comercial
  • Investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições
  • Desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e os direitos trabalhistas)
  • Direito à propriedade intelectual e liberdade de imprensa privada

Foram através destes princípios que os governos de Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso nortearam suas ações, portanto foi caracterizado pelo sucateamento e venda das empresas públicas do setor como a Vale do Rio Doce e outras.

Em 2003 com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro presidente socialista do Brasil, a política para o setor sofreu bruscas alterações. Foram mais investimentos públicos nas empresas públicas e seu fortalecimento, retirada imediata da Petrobras da lista de venda proposta pelo governo anterior e por um massivo incentivo as montadoras para a produção de carros flex. Hoje o Brasil é visto como o país mais estável na produção energética. Mas a história poderia ser outra se o processo de privatizações não fosse interrompido.

No inicio de 2007 o governo federal anunciou a descoberta da maior jazida de petróleo de toda a América do Sul, na costa brasileira, junto com um programa de produção de bicombustível jamais visto no mundo. Em 2030, segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil consumirá mais energia de outras fontes do que petrolífera, portanto é um passo extraordinário para a preservação do meio ambiente e para a perpetuação da energia no planeta.

Sim, temos a matriz mais equilibrada na utilização da energia no mundo, porém temos muito para avançar e conquistar, se pararmos de uma hora para outra ou em qualquer eleição destas, estaremos olhando para traz novamente, os mesmos que queriam vender TUDO em nome da economia vão vender o que nos resta que é a dignidade! Então vamos sempre a um só caminho a do mundo igualitário, equilibrado e com justiça sócio-ambiental.

sábado, 9 de maio de 2009

Setúbal adere à tese da “marolinha” Bye-bye Serra 2010

O presidente executivo do Banco Itaú-Unibanco (um banquinho de esquina, como se sabe) Roberto Setúbal, fez uma exposição no Secovi de São Paulo que vai provocar uma crise profunda no PiG (*)

. Imagine, caro leitor, o que dirá a urubóloga Miriam Leitão.

Ela, que andou a dizer que os dados positivos mais recentes NÃO significam nada.

. Que o Brasil vai para o fundo do poço, mais cedo ou mais tarde.

. Quer dizer, até o Serra tomar posse …

. Não adianta, o PiG (*) não agüenta.

. Depois da gripe suína, que ia devastar o Brasil e provar a incompetência do Governo Lula, o que vai dizer o PiG ?

. O PiG precisa de uma crise.

. Esta que está aí, como disse o presidente Lula, foi uma “marolinha.

Leia, amigo navegante, trechos do press-release do Secovi.

Em tempo: O Minha Casa, Minha Vida tem tudo para dar certo, diz o presidente do Secovi. Menos no PiG.

Para Roberto Setubal, do Itaú Unibanco,
pior da crise já passou

Ao participar de encontro no Secovi-SP, empresário avaliou
que mudança na caderneta de poupança é inevitável

Durante evento realizado nesta quinta-feira, 7/5, na sede do Secovi-SP, o presidente executivo do Itaú Unibanco S/A, Roberto Setubal, afirmou que o pior da crise já passou, especialmente no Brasil. “Lá fora a situação é mais complicada, mas a possibilidade de desastre está afastada”, disse o empresário, em palestra realizada no âmbito do programa Olho no Olho, do Sindicato.

Setubal fez uma radiografia do atual cenário econômico brasileiro e mundial, destacando aspectos da crise financeira internacional, a política local de juros e o estado de liquidez do mercado brasileiro. “Estou relativamente otimista de que o Brasil vai retomar o nível de crescimento”, afirmou o empresário, prevendo, porém, que a expansão do Produto Interno Bruno (PIB) será inferior à que vinha sendo registrada antes da crise. “Uma taxa de 3% é bastante possível e, à medida que a economia mundial crescer, poderemos chegar a 4% ou 5%.” Nesse cenário de expansão e de juros declinantes, frisou o presidente do Itaú Unibanco, o setor imobiliário, que trabalha focado no longo prazo, tende a crescer muito.

Na avaliação do presidente do Itaú Unibanco, a situação do País é mais confortável que a do exterior, porque os fundamentos da nossa economia – contas públicas, inflação, etc – são mais sólidos, ao contrário do ocorrido em crises passadas. “Além disso, não dependemos tanto de exportações, como outras economias do mundo”, disse.

O presidente do Secovi-SP, João Crestana, enfatizou a importância de os bancos privados se prepararem para atuar no novo mercado imobiliário – imóveis com valores inferiores a R$ 150 mil. “Esse mercado, até então intocado, tem tudo para se desenvolver, em face do programa governamental ‘Minha Casa, Minha Vida’. E os bancos devem estudar como atender ao segmento com renda familiar de seis a sete salários mínimos, oferecendo produtos adequados para essa faixa”.
(*)
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Kassab atrasa entrega de uniformes pela 4ª vez



Matéria copiada do Blog DESABAFO BRASIL, do meu Amigo Daniel Pearl, que está em Minhas Notícias e em Meus Favoritos.

Visitem sempre este Blog.

Obrigado.
Fabrício Paz


KASSAB MENTIROSOKassab atrasa entrega de uniformes pela 4ª vez -Prefeitura nãofez a distribuição para todos os alunos
DO "AGORA"Quase três meses depois do início do ano letivo na rede municipal de São Paulo, ainda há alunos que não receberam o uniforme nem o material.São 44 escolas administradas pela gestão Gilberto Kassab (DEM), de um total de 1.026, onde as crianças ainda nem receberam as roupas de verão -em pleno outono.Ontem foi o último dia do prazo dado pela Secretaria Municipal da Educação para que a entrega dos uniformes terminasse. É o quarto atraso na entrega das roupas.A primeira data de distribuição da prefeitura foi 11 de fevereiro, início do ano letivo na rede. Depois, a entrega foi adiada para 2 de março e, posteriormente, para o dia 9 do mesmo mês, quando a distribuição começou pela zona leste.Naquela região ainda existem colégios que não receberam os kits, como o CEU Vila Formosa. A lentidão na entrega deve atrasar também a entrega das roupas de inverno: um conjunto de tactel, tênis e cinco pares de meia. A secretaria afirma que o prazo para esses uniformes está mantido.Mais regiõesAlém do atraso no CEU Vila Formosa (zona leste), falta uniforme em outras regiões da cidade. Na escola Celso Leite Ribeiro Filho, na Bela Vista (centro), pais contaram que a escola exige o uso do uniforme, mesmo sabendo que as crianças não os receberam."Pedem para vir com o do ano passado, apesar de saberem que as crianças sujam e rasgam. O jeito foi dar uma remendada na calça para ela poder usar, apesar de estar curta", conta Ronaldo Nascimento, 32, cuja filha, Renata Nascimento, 7 anos, cursa o segundo ano do ensino fundamental.Selma Correia, 25 anos, reclama que o sobrinho Marcus, 9, tem de ir à escola com a camiseta curta na barriga e esgarçada na gola. "Nem sei como vai ser quando esfriar, a roupa de frio não serve mais."A escola Brigadeiro Faria Lima, na Aclimação (zona sul), também não tinha recebido os uniformes. Os materiais começaram a ser entregues na última quinta-feira."Quando chega o material, nem temos mais o que fazer com eles", diz Claudia Maria de Souza Bento, 48 anos, mãe do aluno Lucas Souza, 12. Pai de uma estudante, o caseiro Leonildo Vieira, 62, não reclama mais. "Já me acostumei, todo ano é assim".
Postado por Jussara Seixas

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Opinião pública e publicada :

Lustosa da Costa comenta:

Opinião pública e publicada - No Brasil, é clara a divisão entre opinião pública e opinião publicada. A mídia se empenhou ferozmente na guerra a Lula e ao PT, por não aceitar que operários chegassem ao governo e ali tivessem excelente desempenho. Apesar da hostilidade diária dos meios de comunicação, o PT continua a ser o maior partido do País. Lula é o presidente da República de maior popularidade de nossa História. A sociedade está com ele e não com a histeria do udenismo da mídia.
Congresso - Agora mesmo os meios de comunicação se encarniçam em campanha contra Câmara e o Senado, tentando mostrar à sociedade que só ali se cometem pecados e crimes e que o restante da população é constituída de santos, de pessoas imaculadas, de varões de Plutarco. Sabe, porém, que o eleitorado acredita tão pouco em suas campanhas que já admite a permanência dos mesmos senadores e deputados, no próximo pleito. Sinal de que o povo não crê nas denúncias da mídia. Tudo indica que os jornais, revistas, estações de rádio e de televisão são regidas por ideais e preceitos diferentes dos que querem o povo e a sociedade brasileiros.
Moralismo pequeno - O engraçado é que a mídia se esgoela porque um deputado imita o colega puro Fernando Gabeira e dá passagem da Câmara para a filha e não diz um pio sobre as bandalheiras de bilhões de dólares perpetradas por Daniel Dantas que são maiores, muito maiores que as atribuídas, por exemplo, a um campeão no setor. Paulo Maluf. Discute a funcionária que ganha do Senado sem trabalhar e não os bilhões que os bancos extorquem, todos os dias, dos cofres federais. É uma soma colossal, enormidade diante dos pecadilhos de deputados e senadores, tão amplificados e apresentados como raridade de um país de gente pura, imaculada, incorruptível

A ficha falsa do terrorista José Serra. Atenção: a ficha é falsa!



Atenção Folha (*): essa ficha é uma fraude ! Não ouse publicá-la como se fosse verdadeira !

Atenção Folha (*): essa ficha é uma fraude ! Não ouse publicá-la como se fosse verdadeira !

. O amigo navegante DB sugeriu que o Conversa Afiada publicasse a ficha falsa do terrorista O amigo navegante DB sugeriu que o Conversa Afiada publicasse a ficha falsa do terrorista José Serra.

. O Conversa Afiada informa que a ficha é falsa.

. É uma reles manipulação na internet.

. Informa também que a publicação da ficha não tem a pretensão de prejudicar a campanha presidencial de Serra em 2010, porque o Vesgo do Pânico tem mais chance do que ele de ser presidente da República.

. Ainda mais agora que a blogosfera encontrou a peça acusatória contra Marin Preciado e Ricardo Sérgio de Oliveira, que são como unha, carne e gengiva (enorme !) do Serra.

. O Conversa Afiada faz tudo o que a Folha (*) não fez com a ficha de Dilma.

. A Folha (*) publicou uma ficha falsa e disse que era verdadeira.

. Com a intenção de prejudicar a candidatura dela a presidente da República – ela que tem, sim, muita chance de se eleita.

. Numa disputa mano-a-mano com Serra, Dilma vencerá no primeiro turno.

. Leia o que o Conversa Afiada publicou sobre a ficha falsa de Dilma Rousseff na Folha e conheça como é o tratamento que o jornal dá à ministra.

. Veja também como o professor Espinosa que tentou desmentir a reportagem da Folha (*) e não conseguiu.

. E leia o que a professora Sylvia Moretzsohn escreveu no Observatório da Imprensa: a Folha (*) não errou: a Folha (*) fraudou.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é o jornal da Ditabranda, o jornal que fraudou uma ficha de terrorista da Ministra Dilma Rousseff. Nos anos militares, Octavio Frias, o fundador da Folha, cedia os carros de reportagem do jornal à OBAN, a central de tortura em São Paulo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

JOAQUIM BARBOSA - EM MAIÚSCULO

Jorge Portugal

Naquele 22 de abril de 2009, nenhum nobre navegante português ousaria nos “descobrir”. Descobertos fomos pelos olhos e pela voz do primeiro negro que, com altivez e coragem, no topo da nau capitânia do judiciário, admoestou o pretenso comandante.

Naquele 22 de Abril de 2009, não caberia um 7 de setembro em que o filho do rei, futuro imperador do país, daria gritos de independência às margens de um riacho qualquer; ali, ouvimos o brado da liberdade e da insubmissão da voz abafada do povo, silenciada por séculos pelos donos do poder, através de sucessivos crimes de lesa-cidadania: “respeite, ministro! Vossa Excelência não tem condições de dar lição de moral em ninguém!”.

Naquele 22 de Abril de 2009, nenhuma princesa “bondosa”, assinaria uma vaga lei que nos concedia liberdade, mas nos cassava a condição de cidadãos, proibindo-nos o voto, a escola de qualidade e o trabalho digno; presenciamos sim, a abolição proclamada em nossas almas, 121 anos depois, pela voz corajosa de um Luís Gama redivivo, encarnando todos os quilombos massacrados e abrindo os portões de todas as senzalas: “Vossa Excelência não está nas ruas; está na mídia destruindo a credibilidade de nossa justiça!”.

Naquele 22 de Abril de 2009, nenhum marechal, de pijama, ousaria proclamar república nenhuma; o pacto de poder que condenou a maioria de nossa gente a ser um povo de segunda classe, viu-se desmascarado pela indignação patriótica de um João Cândido reeditado, que fez a chibata girar em movimento contrário, açoitando o lombo dos que se acostumaram a bater, por séculos a fio:”respeite, ministro! Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso!”.

Naquele dia, Ogum, Xangô e Oxóssi desceram os três num corpo só, e reafirmaram a presença arquetípica da África dentro de nós.Todos os movimentos aparentemente derrotados dos nossos heróis anônimos puseram-se de pé, vitoriosos, mesmo que não tivessem vencido uma só batalha.A Revolta dos Búzios, a Revolução dos Malês, o Quilombo dos Palmares, todos, reencenaram seus teatros de operação e puderam, séculos depois, derrotar simbolicamente o inimigo.

Naquele dia, saíram às ruas todas as escolas de samba, de jongo, todos os blocos-afros; bateram os candomblés e as giras de umbanda, a procissão da Boa Morte , o Bembé do Mercado de Santo Amaro; brilharam os pequenos olhos da criança negra recém-nascida ao descortinar a luz azul de um futuro melhor.

Naquele dia, materializando todos os nossos sonhos e desejos secularmente negados, Vossa Excelência deixou de ser apenas um ministro do Supremo Tribunal Federal para tornar-se o Supremo Ministro de todos os brasileiros.

Jorge Portugal é educador, poeta e membro do Conselho Nacional de Política Cultural.

Prouni, oportunidade para Todos -

por Debora Pereira



Oportunidade. Esta é a palavra que define o desejo que move milhões de brasileiros. Operários, domésticas, ambulantes, filhos de trabalhadores, cidadãos reféns de um sistema social que oprime, marginaliza, segrega. Pessoas que por muito tempo foram apenas números, estatísticas – de desemprego, pobreza, exclusão.

Oportunidade. Isso é o que o Prouni oferece. Não se trata somente de uma bolsa de estudos, mas do direito de voltar a sonhar. Trata-se de milhares de pessoas que conseguiram romper as barreiras da exclusão e hoje contrariam as estatísticas. E não é apenas mérito de governo, mas conquista concreta de anos de mobilização e luta do movimento social brasileiro.

O MEC divulgou na última sexta-feira (24/4), dados da pesquisa Ibope que entrevistou recém-formados da primeira geração de beneficiários do Prouni. Entre os entrevistados, 80% terminaram seus estudos já empregados – atingindo 83% na região Sul do País. Quando interrogados sobre a melhora nas condições de vida, 68% tiveram ganhos significativos na renda familiar, sendo que 28% afirmaram que a renda da família aumentou muito.

O Prouni beneficia hoje 450 mil estudantes e chama atenção o fato de oito entre 10 prounistas afirmarem que outros familiares estão motivados em concorrer a uma vaga na universidade através do Prouni. Indiretamente quantas pessoas são beneficiadas? Não estamos falando apenas de ascensão social, mas de uma melhora na condição de vida de famílias inteiras, no aspecto financeiro, cultural e intelectual. Jovens antes sem perspectivas e chefes de família que voltaram a sonhar com um futuro melhor, sem falar dos amigos, vizinhos, familiares de amigos e familiares de vizinhos. Estudar voltou a ser objetivo de vida para muitos brasileiros.

O movimento estudantil historicamente defendeu – ainda defende e assim deve ser – em teses, discursos e resoluções, que a universidade deve formar cidadãos para o mundo, capazes de compreender a função social de suas profissões, e não gerar mão-de-obra qualificada para o mercado de trabalho. Pois bem, os prounistas estão bem suscetíveis a essa compreensão.

Por que a filha de um pedreiro não pode ser doutora? Ouso afirmar que aquele estudante que por muito tempo precisou de um Posto de Saúde na periferia pode se tornar um grande médico sim. Um acampado do MST certamente poderia vir a ser um excepcional agrônomo ou um militante do movimento sem-teto, um exímio arquiteto. Por vocação, se assim o for. Mas o fato é que viver a necessidade na pele pode resultar naquele toque de genialidade que determina o verdadeiro sucesso profissional.

Sempre que vejo as pessoas praguejando, ou simplesmente desdenhando, do Prouni ou de qualquer outro programa de acesso a universidade (como o Reuni), fico me perguntando se estes indivíduos já pararam para refletir sobre os impactos diretos que este tipo de ação tem sobre a vida do povo. Certamente vieram de berço dourado, tomando muito todinho e leite Ninho, brincando em playground, sem nunca ter pisado em uma favela, remado até a casa de um ribeirinho ou passado qualquer tipo privação na vida.

Quem fala de luta de classes sem nunca ter deixado de ir à escola por falta de uniforme ou só ter ido à escola para tomar o lanche na hora do intervalo, definitivamente não sabe do que está falando. Até acredito em consciência de classe, mas me irrita o discurso pequeno-burguês que pragueja contra a massificação do acesso à universidade sob o discurso de que estão sendo colocados estudantes despreparados na universidade, que isto baixa a qualidade do ensino e que estes estudantes serão maus profissionais. Balela, como dizem por aí.

Ou não são os prounistas que têm o melhor desempenho em todas as avaliações, internas e institucionais. E mais, o recorte racial na distribuição das vagas do Prouni é elemento fundamental para diminuir também os impactos do racismo no mercado de trabalho. Na verdade, o conservadorismo da academia se estende a setores da sociedade que não enxergam o óbvio: protelar o acesso à universidade é perder uma geração inteira e a conseqüência disso é o atraso e o subdesenvolvimento de um país que permanecerá desprezando o potencial de seu povo.

Por fim, quero ressaltar que escrevo tudo isso com a propriedade de quem foi criada no extremo sul da zona sul de São Paulo, onde dá tudo errado, como já dizia mano Brown. Filha de mãe operária – às vezes empregada doméstica – e pai ausente, sei bem como é atraente a ilusão da vida fácil. Se ao final deste ano de 2009 terei em mãos meu diploma de jornalista é porque agarrei uma oportunidade, a única e mais importante de toda uma vida, assim como milhares de pessoas que certamente viram um mundo de sonhos começar a se concretizar no dia em que assinaram o contrato de suas bolsas de estudos.

Debora Pereira é Diretora de Universidades Pagas da UNE e bolsista do Prouni

terça-feira, 5 de maio de 2009

Platéia nos CEUs cai 42% com Kassab

A quantidade de pessoas que assistiu a sessões de cinema, peças de teatro, eventos musicais e outras atividades culturais nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo diminuiu 42% na gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) se comparada à frequência ao longo da administração de Marta Suplicy (PT). A queda de espectadores ocorreu apesar da ampliação da rede - de 21 para 42 unidades.

Entre agosto de 2003 e dezembro de 2004, quando Marta era prefeita, o público em eventos culturais nos 21 CEUs era em média de 165 mil pessoas por mês. Entre agosto e dezembro do ano passado, período escolhido pela assessoria da gestão Kassab, a média numa rede que na época tinha 32 CEUs diminuiu para 96,4 mil.

Os dados de público nas atividades culturais durante a administração de Marta Suplicy foram feitos em 2004 e entregues para a equipe de transição que viria a assumir a Secretaria de Cultura na administração de José Serra (PSDB). Os dados atuais são da Secretaria Municipal da Educação.

A diminuição na grade da programação cultural entre as duas gestões é uma das causas da redução de público. Em 2004, conforme o relatório feito pela equipe de transição, cada unidade dos CEUs tinha nove sessões regulares de cinema por semana, sendo seis para crianças e três para adultos. No ano passado, o cinema nos CEUs teve uma média de 330 exibições gratuitas por mês, o que significa cerca de 2 filmes por semana em cada CEU.

Na programação de teatros infantis, durante a gestão petista, havia oito apresentações mensais em cada CEU: duas sessões quinzenais às quintas-feiras e uma aos domingos. Na gestão Kassab foram realizadas 125 apresentações de teatro, música e circo ao longo de cinco meses nos 32 CEUs, o que não garante uma grade permanente de eventos para as escolas.

"É difícil comparar os dados porque não existe na Secretaria de Educação registro da frequência dos CEUs durante a administração petista. Outro fato importante a ser lembrado é que, quando assumimos, tivemos protestos de pessoas que trabalhavam em atividades culturais e que não recebiam havia meses. Mas o fundamental é comemorar que o projeto está sendo realizado e foi ampliado durante a atual gestão", defende o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider.

A professora Maria Aparecida Perez, que foi secretária municipal da Educação na gestão Marta, afirma que a atual administração não entendeu o projeto pedagógico dos CEUs, apesar da ampliação da quantidade de escolas na rede. "Os filmes, teatros e eventos culturais eram ações articuladas com as aulas, que faziam parte do currículo na busca de uma educação que ampliasse os horizontes. Não era mero entretenimento."

FONTE: O Estado de S. Paulo de segunda-feira, 4 de maio de 2009

Israel 60 anos


“O Estado israelense firma-se como a mais moderna economia do Oriente Médio, mas não consegue superar os conflitos que o acompanham desde seu nascimento.” (Introdução da matéria na revista Atualidades 2009, Editora Abril, Página 55).

Será mesmo?


A matéria inicia-se com a informação de que no ano de 2008, Israel completou 60 de fundação, ocorrendo diversas comemorações incluindo uma no Parlamento de Israel, no qual teve a presença do então presidente norte americano George W. Bush. Nesta informação a revista passa a conotação de que o Estado israelense possui a maior e a mais moderna economia do Oriente Médio, com forte apoio dos EUA e de judeus pelo mundo que por sua vez tem “alto grau de conhecimento e aculturamento”. Será mesmo?
Durante a segunda Guerra Mundial (1939-1945) os judeus foram fortemente discriminados pela política nazista da Alemanha, que colocava o povo judeu como impuros, acarretando no que se chama de maior Holocausto do mundo, pois foram em torno de seis milhões de judeus mortos no poderio de Hittler. Porém, se pararmos para refletirmos se observará que todos os dias acontecem holocaustos iguais ou piores em todo o mundo e principalmente nos países mais pobres do globo, mas que tão pouco são vistos ou atendido pelo “coração bom americano”. Nesta cota de morte inclui os palestinos que foram expulsos de suas terras em 1948 pelas forças internacionais, porque seu local original foi tomado por Israelitas.
Depois de toda a tragédia da segunda Guerra Mundial, a ONU proclama a divisão do território palestino em duas partes: a dos judeus e dos palestinos, essa divisão é contestada por diversas entidades de defesa da soberania nacional, porque ela não atende a soberania do povo Palestino que residia ali a milhares de anos. Em 1987 o Instituto Internacional Livre de Economia fez uma pesquisa sobre as causas que levaram os países integrantes da ONU a aprovar um termo de expulsão de um povo da terra para beneficiamento de outro. Os judeus disseram que solicitaram ao departamento de Estado dos EUA para que aquela região fosse escolhida, pois ali residiam há milênios, o instituto foi pesquisar que judeus foram protagonistas na defesa da demarcação palestina, na época se descobriu que um deles, talvez o mais influente, era o senhor George Abraam Smith um dos maiores banqueiros dos EUA à época. Sobre este contexto fica claro que o poder econômico foi determinante da escolha do local para a demarcação. Portanto fica em cheque a legitimidade da ocupação judaica às terras palestinas.
Houve e há forte resistência dos povos palestinos para não ceder uma terra que por direito são deles. Entre esta resistência vários grupos extremistas de esquerda e fundamentalista foram se consolidando ao longo do tempo na Palestina, um deles é a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) liderada pelo Yasser Arafat que foi fundada em 1964 como um grande grupo de defesa dos interesses palestinos, outra organização fundamentalista é o Talibã, indevidamente reconhecida como “terroristas” pelos norte-americanos, tem como líder maior o Mohammed Omar e acreditam na libertação do mundo através do islã. Estes grupos defendem uma radical retirada da intervenção dos EUA e dos países capitalistas do Oriente Médio, sendo que alguns deles têm um forte discurso antiamericano.
As grandes organizações fundamentalistas subdivididas entre xiitas e sunitas se encontra em uma forte luta de resistência, pois desde a demarcação imposta pela ONU os palestinos vêm perdendo espaço em suas áreas reservadas. Em 2002, Israel iniciou a construção de um muro que divide a faixa de Gaza, Cisjordânia e o Estado de Israel, essa construção foi contestada por diversos países e por entidades de defesa mundial, menos pelo EUA, que por sua vez foi o protagonista na derrubada do muro de Berlim, pois alegava o “rompimento das fronteiras mundiais para o desenvolvimento”.
Os países ocidentais e principalmente os capitalistas vêem com maus olhos a resistência palestina em seu território que é de direito, pois isso acarreta não só uma questão étnico-racial ou até mesmo religiosa, mas uma questão conclusivamente econômica, ou seja, dinheiro e poder. Os EUA, com toda sua truculência, não respeitam a autodeterminação dos povos, invadindo suas soberanias e relegando o que é “certo” e o que é o “errado”.
Temos que pensar, ou melhor, repensar a sociedade de uma vez por todas, temos que dar um fim a repressão como meio e colocar a educação e o combate a fome, a miséria e a falta de dignidade humana como pauta principal da agenda mundial. Pois, não se combate o mal com o mal, mas o mal só se vai com bem, o bem dos povos, da vida, do Novo Mundo, do Novo Amanhecer. Buscar o melhor, nem sempre é igual o buscar o melhor do outro, por isso precisamos de uma coisa: O RESPEITO.
Portanto Israel, definitivamente, NÃO é o mais moderno Estado palestino, pois se o conceito de modernidade for imperialismo e truculência a nação mais moderna que se teve foi a Alemanha de Hittler ou até mesmo a Itália fascista. Não, a resposta é não, tem muita coisa para avançar e crescer e é por este motivo que não é superado o conflito na Palestina.

PELA PALESTNA LIVRE!!! PELA SOBERANIA DOS POVOS!

FHC: Dantas é “brilhante” e Lula “ignorante”. Ou o manual da inveja





O Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e se extinguiu num terremoto, ofereceu ao PiG (*) deste domingo um daqueles artigos bolorentos, de estilo gorduroso, sem uma metáfora que se leve para casa, uma informação nova (**).

. Trata-se de “Um novo enredo”.

. Ele pretende analisar os acontecimentos correntes e, logo na entrada, chama Obama de “César negro”.

. César, como se sabe, foi um tirano, que morreu apunhalado nas escadarias do Senado, traído até por José Serra …

. (Quem manda dizer que o Lula “é o cara” …)

. FHC faz questão de dizer que as reformas por que passam hoje as instituições de Bretton Woods, como FMI, só vão mudar porque ele disse que assim seria necessário, enquanto foi presidente: “Desde o tempo das crises financeiras, venho insistindo na tecla … o FMI é antes fraco do que forte …”

. Logo ele, que foi três vezes, de joelhos, ao FMI …

. E seu sucessor, agora, se tornou CREDOR do FMI …

. Porém, o mais revelador é como ele desmerece o Presidente do Brasil.

. Trata o Presidente da República como um ignorante, um “gaiato”.

. É preciso haver uma voz “pouco gaiata”, ele diz.

. Chama Lula de um líder que “desperdiça a chance”.

. “A falta de palavra bem posta na hora certa” …

. Ou seja, Lula não sabe falar, é um ignorante, um gaiato, que vai desperdiçar o que ele deixou de herança: a reconstrução da democracia (acabou de sepultar os Governos Sarney e Itamar), da economia (ele que quebrou o Brasil três vezes), e políticas capazes de aliviar a pobreza.

. Francamente, nem o PSDB acredita que o Bolsa Família da D. Rute tenha dado certo …

. Uma virtude têm os artigos de FHC: eles dão o tom do preconceito e da ideologia da elite branca (e separatista, no caso da elite de São Paulo).

. Está na medula da elite branca desqualificar os presidentes trabalhistas como “ignorantes”, “despreparados”

. Só eles, da elite, podem governar: os engenheiros, os “engomados”, como se dizia no México do Salinas …

. FHC abre o jogo: Lula não tem qualificações para governar.

. E foi porque acreditou nisso que o Farol defendeu a tese do “sangramento”, na crise do mensalão (que ainda está por provar-se): deixar Lula sangrar até a última gota de sangue para que ele, o sábio (***) voltasse ao poder nos braços do povo (de Higienópolis).

. A inveja é sábia: corrói o invejoso por dentro.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(**) FHC pensa que ainda não inventaram a internet. Que só ele lê o New York Times ou os artigos do George Soros …

(***) Leia na Carta Capital a coluna de Mauricio Dias, “Rosa dos Ventos”, e a nota “Às favas com a ética”. FHC tentou roubar o livro “Dependência e Desenvolvimento na América Latina” do co-autor chileno Enzo Falleto. Isso, quando ele ainda usava o método marxista de análise da realidade. Depois, mandou esquecer o que escreveu …

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Grande perda para o Brasil/LUTO

NEGOCIATAS DE JOSÉ SERRA COM O GRUPO ABRIL SUPERAM R$ 12 MILHÕES


Sem licitação, governador tucano de S.Paulo compra milhares de assinaturas de revistas da famiglia Civita

Falcatrua tucana também envolve violação de privacidade do funcionalismo

Desde o ano passado, mais de 220 mil professores da rede pública estadual paulista passaram a receber em suas casas, sem ter solicitado, publicações periódicas do Grupo Abril, o mesmo que faz a semanal de ficção Veja. Entre os títulos entregues em domicílio, destacam-se as revistas Nova Escola e Recreio. A compra de centenas de milhares de assinaturas dessas publicações foi feita pela FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação - da Secretaria de Educação estadual. Os contratos podem ser encontrados no Diário Oficial do Estado, e em nenhum deles foi aberto o devido processo licitatório. Um deles pode ser visto aqui. Também no ano passado, veio à tona uma astronômica compra de 415 mil exemplares do Guia do Estudante, além de uma outra revista de atualidades, com a chancela de Veja, voltada aos estudantes do Ensino Médio, igualmente ao arrepio da Lei 8.666/93.
Como agravante destas trapaças tucanas, há o fato de que o governo estadual violou a privacidade de seus funcionários ao ceder informações pessoais, como endereço residencial, a um grupo empresarial privado.
Não será demais lembrar que o Grupo Abril é tradicional financiador de candidaturas tucanas.

MIRIAM LEITÃO GAGUEJA AO FALAR BEM DO LULA

Câmara debate reforma política nesta quarta e petistas pedem pressa



O plenário da Câmara transforma-se em comissão geral nesta quarta-feira (6), às 10h, para um debate sobre as propostas da sociedade civil organizada a respeito da reforma política. Parlamentares da bancada do PT têm abordado o tema em seus discursos na Tribuna frequentemente.

Para o deputado José Genoino (PT-SP) só uma reforma política democrática vai resgatar as tarefas nobres da política. “A reforma política é o elemento central do nosso projeto estratégico para enfrentar a crise de paradigma do modelo neoliberal do Estado e, ao mesmo tempo, a crise do esvaziamento das instituições políticas”, disse. “Uma reforma com financiamento público, fidelidade partidária, votação em lista ou outro sistema eleitoral”, disse.

Para o parlamentar, se não houver maioria para votar uma reforma política, mesmo pontual este ano, para valer em 2010, deveria ser aprovado o restabelecimento em 2011 de uma revisão constitucional, durante seis meses, focada nos artigos da reforma político-eleitoral do sistema partidário e da participação popular.

“Vamos trazer o tema para o debate. Não adianta ficarmos nos consternando ou ficarmos tristes com os espetáculos, com os escândalos. Vamos para o caminho da solução, do resgate à democracia. Não foi por acaso que muitos lutaram pela democracia neste país. E nós temos que fortalecê-la e não enfraquecê-la”, frisou .

Na avaliação do deputado Magela (PT-DF) não houve avanço no debate sobre a reforma política. “Há um total descaso, um total descompromisso do Congresso Nacional com este tema. Isso parece que se tornou uma daquelas bandeiras esvaziadas de campanha, de momentos em que se precisa ter algum discurso. E este discurso serve e depois ninguém o assume com efetividade”, disse.
O deputado defende a reforma política com uma fase de transição. “Acho que não será possível transitarmos do sistema uninominal, do sistema proporcional que temos hoje para o sistema de lista fechada, elaborada pelos partidos políticos, sem uma fase de transição. Eu não acredito que o Congresso Nacional aprovará a adoção da lista fechada sem perceber uma fase que permita transitar de hoje para um futuro. Não acredito que a Câmara e o Senado Federal promovam, por exemplo, a possibilidade de se ter um financiamento de campanha exclusivamente público, saindo de um financiamento exclusivamente privado. Precisamos encontrar uma fase transitória e chegarmos a um ponto comum para termos o financiamento exclusivamente público das campanhas e dos partidos políticos”, destacou.

Liderança PT/Câmara

domingo, 3 de maio de 2009

A corrupção contra você

“Suborno e fraudes não são apenas crimes e desvios que devem ser punidos. São ações diretas contra o bem estar de cada um de nós, que ferem nossos direitos mais elementares. Não é difícil perceber. Basta parar para pensar.” (Introdução da matéria na revista Atualidades 2009, Editora Abril, Página 102)

Será Mesmo?

Novamente a revista coloca os interesses capitais acima dos interesses sociais, pois bem, a corrupção sim é um crime que atinge o bem estar da população, que atinge os direitos elementares como eles dizem, porém um crime que é bem pior do que este é o descaso com a educação, com a saúde pública e estes não têm espaço nestas edições da editora Abril, pois 90% do sistema de saúde e educação em nosso estado é administrado pela máfia que governa este estado a 16 anos e que inclusive só tenho esta revista pois as escolas estaduais recebem, porque o governo fechou contrato com esta empresa. Portanto, alguém que vem falar em ética tem que no mínimo praticá-la.
Ética: Voltando ao assunto, com toda convicção devemos ser contrários a esta prática que não tem origem nos palácios ou nos governos, mas tem sua origem em casa, nos valores familiares. Por exemplo, um pai fala a vida inteira para o filho que é feio e errado tirar o que é dos outros, mas quando vê um aparelho celular no chão não faz questão de ligar para algum número dos contatos para devolvê-lo e justifica para este filho dizendo: “Está na rua não é de ninguém.” estar praticando um ato de corrupção e este filho ser for ELEITO deputado ou outro cargo público vai dizer: “Esse dinheiro não é de ninguém mesmo.” Portanto, a corrupção começa em casa, no lar, onde são construídos os valores não com palavras, mas com a prática da honestidade.
Costumo dizer que a corrupção seja a mais grave das condições dos brasileiros, porém ela não se encontra apenas no Congresso Nacional ou no governo, mas aqui no principio de todas as eleições. Lá existe e deve ser combatida com punição, porém tem um ditado popular que diz: “Não adianta remediar, o melhor é prevenir”. Como prevenir a corrupção?
Cultura, educação pública universal e de qualidade e garantia da democracia participativa!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Que país é esse? 6 juizes da Justiça Federal de SP quiseram calar quem prende Dantas

. Gilmar (e) Dantas não conseguiram enforcar o corajoso Juiz Fausto De Sanctis.

. 8 a 6 !

. Seis juizes federais do Tribunal Regional Federal de São Paulo tentaram calar um juiz que prende criminosos do colarinho branco segundo seu melhor juízo de defensor da Lei.

. Jamais se viu uma pressão tão poderosa partir de um Presidente da Suprema Corte contra um juiz de primeira instância.

. Um Ministro do Supremo que trata os colegas como se fossem seus capangas, que comprometeu a credibilidade da Justiça no Brasil e se confere o direito de telefonar a uma governadora de estado para defender, de novo !!!, Daniel Dantas !!!

. Que país é esse ?

. O que queria Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat ?

. Humilhar e subjugar de forma irremediável a justiça de primeira instância ?

. Remeter as causas dos brancos e ricos, de olhos azuis às instâncias em que tem “facilidades” ?

. Submeter e fechar as varas que combatem o crime do colarinho branco ?

. O que queria Gilmar Dantas (segundo Noblat) ?

. Consumar um Golpe de Estado de Direita, com a mão de gato do PiG (*) ?

. Julgar juiz que condena rico por “indisciplina” ?

. Prender rico é uma fria ?

. Amedrontar os juizes de primeira instância ?

. Felizmente, por um triz, o Supremo Presidente não enforcou De Sanctis.

. Parece que Ele manda no Tribunal Regional de São Paulo menos do que Ele pensava.

. Um juiz, De Sanctis, que decidiu segundo seu melhor juízo.

. O Supremo Presidente do Supremo perseguiu um juiz que tem uma carreira de que os brasileiros se orgulham.

. Por que o Supremo Presidente, ao contrário, não vai às ruas, como sugeriu Joaquim Barbosa, e testa como os brasileiros o respeitam ?

. Onde já se viu um Presidente da Corte Suprema perseguir um juiz de primeira instância com a ferocidade que Gilmar Dantas (segundo Noblat) dedica a Fausto de Sanctis ?

. Nem tudo está perdido.

. É uma vergonha para o Brasil que um juiz como De Sanctis tenha que se submeter ao que ele já se submeteu.

. De Sanctis teve que se submeter a uma CPI de Amigos de Dantas, em que o Presidente da CPI foi financiado pelo sócio de Dantas.

. Um juiz que teve que depor como réu num processo sobre um grampo sem áudio.

. Cadê o áudio, Ministro Gilmar ?

. Cadê o áudio, Dr. Luiz Fernando Corrêa, o senhor que é acusado de torturar uma mulher, cadê o áudio, Dr. Corrêa ?

. De Sanctis sofreu a pressão do próprio Tribunal Regional Federal de SP, que queria “promovê-lo”, para que não julgasse Dantas.

. Um juiz que sofreu a pressão de três policiais federais, que, no dia em que decretou a prisão de Dantas, foram ao gabinete dele tentar demove-lo.

. Que país é esse ?

. Que democracia é essa ?

. Paulo Lacerda foi degolado por Gilmar Dantas, segundo Noblat, e Nelson Jobim, por causa de um grampo sem áudio.

. Protogenes Queiroz, o inclito delegado, também degolado por esse Golpe de Estado de Direita.

. Sobraram Joaquim Barbosa, De Sanctis e o Ministério Público Federal.

. Até que Gilmar Dantas (segundo Noblat) feche, como pretende, o Ministério Publico Federal.

. Gilmar foi derrotado.

. Ele perdeu uma batalha, mas não a guerra.

. Ele vai voltar para cima de quem tentar prender brancos, ricos, de olhos azuis.

. Aí, ele é implacável.

. De Sanctis se salvou.

. E o Brasil se rejubila.

. E cumprimenta esse homem de coragem: Fausto de Sanctis